Sensor 4–20 mA ou boia resistiva: qual usar para medir nível de tanque

·Equipe TankFlow Sensores4-20 mABoia resistivaNível de tanque

Na hora de instrumentar um tanque, a dúvida quase sempre é a mesma: boia resistiva ou sonda 4–20 mA (hidrostática ou radar)? As duas medem nível, mas resolvem cenários diferentes. Este guia compara de forma direta — e mostra por que, com a plataforma certa, você não fica preso a nenhuma delas.

O que é cada uma

Boia resistiva. Uma boia acompanha o nível e move um contato sobre um divisor de resistência. A resistência varia com o nível, e o leitor converte isso em %. É o sensor mais comum, barato e fácil de trocar.

Sonda hidrostática (4–20 mA). Fica imersa e mede a pressão da coluna de líquido acima dela; quanto mais produto, maior a pressão. Converte pressão em nível com boa estabilidade. Usa o laço de corrente 4–20 mA, padrão industrial.

Radar (4–20 mA). Emite uma onda do topo e mede o tempo de retorno até a superfície — sem contato com o produto. Também entrega o sinal em 4–20 mA.

Comparação rápida

CritérioBoia resistivaHidrostática 4–20 mARadar 4–20 mA
CustoBaixoMédioMais alto
PrecisãoBoaMuito boaMuito boa
Contato com o produtoSimSimNão
Peças móveisSim (boia)NãoNão
Produtos agressivos/espumaLimitadoBomÓtimo
Padrão de sinalResistência4–20 mA4–20 mA

Quando usar boia resistiva

  • Orçamento enxuto e tanque de diesel/arla comum.
  • Já existe boia instalada — reaproveitar reduz custo e obra.
  • Aplicações onde a precisão “boa” já resolve.

O ponto fraco são as peças móveis: a boia pode emperrar ou ter zona morta em tanques muito compridos (nesse caso, duas boias em conjunto ajudam).

Quando usar 4–20 mA (hidrostática ou radar)

  • Hidrostática: quando você quer estabilidade e não se importa com contato — ótima para diesel, água e a maioria dos líquidos.
  • Radar: quando o produto é agressivo, forma espuma ou você prefere zero contato e zero peças móveis.

O 4–20 mA é o “idioma” da instrumentação industrial: robusto a ruído elétrico e fácil de integrar.

A precisão não vem só do sensor

Um detalhe que muita gente ignora: o sensor entrega nível, não litros. Em tanque cilíndrico deitado ou de fundo abaulado, a conversão nível → litros não é linear. Sem uma tabela de aferição (calibração ponto a ponto), mesmo a melhor sonda dá uma litragem enganosa.

Então a pergunta certa não é só “qual sensor”, e sim “qual sensor + qual calibração”. Você pode testar a diferença na calculadora de volume e tabela de aferição.

O melhor dos dois mundos: não ficar preso

A escolha fica muito mais fácil quando a plataforma é sensor-agnóstica. O TankFlow lê boia resistiva padrão e qualquer sonda 4–20 mA (hidrostática, radar, ultrassônico) — você escolhe o sensor pelo tanque e pelo bolso, sem trocar de hardware nem depender de um fornecedor único. Entenda mais em o que é telemetria de tanque.

Conclusão

  • Boia resistiva: barata e prática, ideal para reaproveitar o que já existe.
  • 4–20 mA (hidrostática/radar): mais precisão e robustez, melhor para produtos difíceis e tanques exigentes.
  • Em qualquer caso: a calibração ponto a ponto é o que garante litros reais.

Quer ajuda para escolher? Fale com um especialista — a gente avalia o seu tanque e o sensor ideal.